Cidade airosa e modesta, alcandorada numa lomba de uns 200 metros de altura, mirando, para os lados do Norte, a ampla bacia rústica e fértil do rio Sousa e, pela vertente oposta, as serranias distantes de Castelo de Paiva e Arouca.
HISTÓRIA - Na época da Reconquista, a cabeça desta região era ainda a Civitas Anegia, centro de cultura castreja e fluminense, luso-romano (situado junto da confluência de Entre-os-Rios, nas proximidades das Terras desse nome) subvertido na fase obscura das invasões dos povos germânicos que nesta faixa ocidental da Ibéria mergulharam em ruínas Conimbriga, Aeminium, Bracara e tantos outros núcleos de civilização romanizante. À medida que o reino neo-cristão das Astúrias foi ganhando alento, o Mouro foi recuado para o Douro. Os reis leones estimulavam a luta com a promessa antecipada das presúrias; as populações moçárabes, por sua vez, eram fáceis aliados dessas incursões, ajudando os bandos armados que por vezes apareciam de surpresa nos seus campos ou povoados.