Cidade de meia altitude (217 m.), de face voltada para o Norte, para a serra amarantina de Aboboreira.
HISTÓRIA - Dentro do concelho há diversos testemunhos de vida castrejada e vida guerreira da era da Reconquista. As atalaias e os muros defensivos de Soalhães, o memorial da Alpendurada, o casto dos Arados assistiram decerto a muitos actos de luta viva e obscura em épocas recuadas. A morte do bispo D. Sesnando, em Vila Boa, em 1703, pelos Mouros, que de súbito aí apareceram e o prostraram (segundo reza a tradição) no próprio altaronde celebrava missa, é uma reminiscência típica dessas nevoentas lutas.
Nesse tempo os Sarrancenos, decerto ainda alojados em pontos sobranceiros de Riba-Douro (como seja, o Castro de Arados e o chamado Monte do Mouro, em Penha Longa) eram combatidos nesta região pelo afamado D. Múnio Viegas, o Gasco, bisavô de Egas Moniz. Segundo reza a tradição, esse guerreiro de origem franca, no decurso da luta travada com os Islamistas durienses, teria feito um voto de fundar um mosteiro nestes pendores. Daí teria nascido o convento de Vila Boa do Bispo, consagrado pelo referido bispo, seu irmão, morto numa das arremetidas dos sequazes de Maomé.