Como o nome indica, encontra-se mais além, junto do impressionante rio, no começo da sua profundíssima descida da Meseta. A cidadezinha, há poucos anos ainda, com a sua modestíssima população (pouco mais de mil habitantes), era um dos exemplos mais típicos de adormecida povoação fronteiriça portuguesa, com a sua escalavrada muralha, restos de torres e redutos desmanetlados pela terrível explosão de um paiol durante a Guerra dos Sete Anos. Hoje em dia, com a construção da grande vizinha barragem hidroeléctrica de Miranda, a vida da pequena cidade reanimou-se em pouco, sem deixar de ser a mais humilde cidade e não só de Portugal, mas da Península Ibérica.