Antiga vila ducal, dotada ainda de algumas castiças relíquias de arquitectura romano-gótica, modernamente elevada à categoria de cidade (1928), é cabeça de um dos mais amplos concelhos rurais da actual divisão administrativa do Minho. A sua grande feira semanal bem comprova a largueza e a fertilidade do seu alfoz.
A pequena cidade é, ao mesmo tempo, bastante rica em valores arqueológicos, evocativos, e expressões de moderna actividade fabril, impondo-se como um progressivo núcleo industrial de algodão e de seda artificial.
HISTÓRIA - Pressupõe alguns monógrafos que as origens de Barcelos talvez remontem à época de romanização. Tal conjectura, embora careça de apoio documental, é verosímil. A existência da desmantelada citânia da Franqueira é um sinal de que alguma tribo de Brácaros aí foi decerto cercada e vencida por algum cônsul romano (Décio Bruto, Júlio César, ou outro) e que os sobreviventes tiveram de descer para a orla arável do Cávado, mais favorável à vigilância dos manípulos que, durante três séculos, circulavam periodicamente pelas zonas insubmissas, a pouco e pouco pacificadas pelos métodos silenciosos dos pretores militares vindas de Lácio.